quarta-feira, 20 de julho de 2011

O meu olhar foca-se num ponto…
revivo todas as recordações…
sem o meu ‘eu’ dizer ‘estou pronto’
já eu deambulava por entre multidões…

Corro num olhar lacrimoso,
grito pelo teu nome,
soluço num compasso furioso,
que agasalha a minha fome..

Corro por gosto,
não me deveria cansar…
mas, canso este meu desgosto,
de por entre as trevas não te encontrar…
Onde estás?

Por e simplesmente desapareceste da minha vida…
Como fui eu capaz,
de um dia te ter deixado perdido?

Hoje… sei que não irás sequer querer ver
o meu vulto…

Hoje… sei que por mais que queira vencer,
estarei sempre de luto…

Eu sei, eu sei que é tarde demais
para pedir perdão…
mas, não deixo de ver sempre os teus sinais
de luz, na minha escuridão…
Lembro-me de cada pormenor…
quase de cada palavra…

Continuo a deixar-te o céu por pintar…
continuo a preservar a tua lembrança,
e continuo a chorar.

Só queria que visses que hoje muito te tens a orgulhar,
só queria mesmo… era que não partisses,
antes de eu voltar…

Sem nunca estares solto no tempo,
sem nunca deixares de estar presente,
aqui te deixo um juramento,
de como tudo poderia ser tão diferente…
Sei que não irás ler as minhas palavras.

O meu olhar volta a mover-se,
acorda com o cair de uma lágrima,
eu só queria que este de novo se perdesse,
para feliz poder acabar esta rima.

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